Cuidados com o pet no verão

As altas temperaturas do verão fazem com que a maioria dos tutores se sinta mais motivado a passear e fazer mais atividades ao ar livre com os seus peludos, o que é ótimo para a qualidade de vida da família toda. Contudo, a estação mais quente do ano também exige alguns cuidados especiais, confira abaixo:

➡ É essencial seguir as recomendações de passear apenas antes das 10h e após às 16h, além de sempre checar a temperatura do asfalto antes de sair. Também é importante ficar atento aos sinais do pet: se ele parece muito ofegante e procura sempre uma sombra, talvez seja hora de retornar para casa.

➡ Cães brancos de pelo curto ou com mucosas claras devem usar protetor solar ao serem expostos ao sol!

➡ Verifique com o veterinário antes de tosar o seu animal: existem muitas raças com subpelo feito para protegê-los do frio e do calor. Se for o caso, tosar pode prejudicar mais do que ajudar!

➡ Aumente a frequência da escovação para retirar os pelos mortos e, se o pet for entrar na piscina ou brincar com água, certifique-se de secar muito bem os pelos para evitar a proliferação de fungos e bactérias.

➡ Em casa, o peludo deve ter um local fresco, arejado e coberto para se abrigar. Também é preciso evitar deixá-lo no carro, mesmo com o ar condicionado ligado.

➡ A água deve ser trocada com mais frequência e pode ser complementada com pedras de gelo. É possível ainda oferecer frutas e brinquedos recheados congelados.

➡ Por fim, o antiparasitário deve estar em dia, pois a incidência de pulgas e carrapatos aumenta nessa época por causa do calor. Recomendamos utilizar produtos como o Bravecto, da @MSDFamiliaPET, que protege durante todo o ciclo da pulga e carrapato, eliminando-os do pet e do ambiente.

Dicas para o cão não pular nas visitas

Para quem tem cães em casa, receber visitas pode ser um desafio. Afinal, é comum que eles pulem bastante, chegando por vezes a assustar e machucar as pessoas.

Mas a boa notícia é que esse comportamento pode ser reduzido com estratégias simples e um pouco de paciência e dedicação! Confira algumas dicas:

➡ Considere aumentar os exercícios físicos (como passeios e brincadeiras intensas) e mentais (como treino de comandos), assim como os itens de enriquecimento ambiental. Inclusive, é importante organizar a rotina para exercitar o pet um pouco antes de a visita chegar.

➡ Todos da casa devem passar a evitar os pulos (pulando para trás e virando de costas, por exemplo). Mesmo que o pet consiga pular, ele só deve ganhar atenção e carinho quando estiver com as quatro patas no chão.

➡ É essencial também que todos entrem na casa de forma calma, sem excitar demais o animal – sejam moradores ou convidados.

➡ Todas as vezes em que você chegar em casa, antes do pet pular, peça o comando “senta” e recompense bastante para que vire um hábito. Se ele ainda não souber o comando, pegue um petisco e segure um pouco acima da cabeça dele e, assim que sentar, dê um pedaço. É possível também ensiná-lo a ir buscar um brinquedo para afastá-lo da porta.

➡ Conte com a ajuda de um amigo para passar esses treinos para uma situação real de chegada de visitas.

➡ Se o cãozinho ainda estiver em treinamento, é recomendado usar um portãozinho ou a guia para impedi-lo de pular nos convidados assim que entrarem. Assim, o pet pode cheirá-las e ir se acalmando antes que tenha acesso completo.

Como montar o enxoval do novo pet

A chegada de um novo pet envolve a compra de alguns itens para o seu conforto e bem-estar. Apesar da empolgação e das inúmeras opções disponíveis, é muito mais importante pensar na funcionalidade na hora da escolha e não apenas no estilo.

Por isso, separamos algumas dicas de como escolher os produtos:

➡Caminha: escolha o tipo (caminha, casinha, toca ou colchonete) de acordo com o clima do local. Prefira também itens mais simples, pois filhotes tendem a estragar as coisas nessa fase.

➡Comedouro e bebedouro: se o cão tem pelos longos, os potes rasos e largos são melhores, enquanto que pets maiores podem se beneficiar de pratinhos mais altos. Inox e cerâmica são os materiais mais resistentes e higiênicos.

➡Coleira: os filhotes crescem rapidamente, então invista em um modelo simples e leve de pescoço para carregar uma medalhinha de identificação. É bom também adquirir um peitoral confortável e uma guia para iniciar os treinos de passeio.

➡Cercadinho ou portãozinho: devem ser altos e resistentes. A área designada para o pet deve ter um tamanho que permita que se coloque a caminha, brinquedos e potes de um lado e banheirinho do outro.

➡Alimentação: a mais indicada são rações super premium ou alimentação natural prescrita por nutrólogo, mas é importante continuar oferecendo a comida que ele já vinha comendo e aos poucos ir misturando e fazendo a troca.

➡Superfície para o banheiro: tapetes higiênicos costumam ser mais aceitos, mas muitas vezes os cães vão preferir o que usavam no primeiro local que viveram (comumente, o jornal).

➡Brinquedos de diferentes funções: recomendamos itens para roer (nylon e borracha são os melhores), brinquedos que soltam comida, bolinhas (maiores que o tamanho da boca do pet) e bichinho de pelúcia (com olhos de tecido). Não tenha apego ou gaste muito nisso, pois a ideia é que estraguem mesmo, por isso, devem ser supervisionados.

Seu cão não deixa outro animal chegar perto de você?

Muitos cães se mostram incomodados com a aproximação de outros animais de seus tutores, mostrando desde sinais leves de desconforto, como entrar na frente, até os mais graves, como rosnar e morder.

Mas o que costuma-se nomear como ciúme, para eles, na verdade, está associado à posse, ou seja, a necessidade de defender um recurso importante – no caso, nós!

Isso pode trazer muitos problemas para a convivência no dia a dia e também prejudicar seriamente o bem-estar do próprio animal. Por isso, separamos a seguir algumas dicas gerais para ajudar:

➡ Acostume- o a conviver com outros animais desde novinho, fazendo uma socialização associada com recompensas como petiscos e elogios.

➡ Se o pet já é mais velho, comece avaliando se as necessidades básicas estão sendo supridas, como atividades físicas e mentais diárias, além de acesso à enriquecimento ambiental. Um cão com energia acumulada é mais estressado e ansioso.
⠀
➡ Mostre que a presença de outro animal só rende coisas boas e não o contrário. Para isso, vá para um local com pets, fique numa distância segura e ofereça petiscos, diminuindo a distância gradativamente. Se o problema for dentro de casa, tenha o hábito de jogar uma guloseima para ele antes de se aproximar dos outros.

➡ Ensine comandos de obediência básica e limite, como “senta”, “deita”, “fica” e “não” para que possam ser usados nos momentos de possessividade. Insira o hábito de treinar em sua rotina para sempre exercitar o autocontrole dele.

➡ Enquanto ele ainda apresentar esse comportamento mesmo que em menor intensidade, não coloque-o em situações que possam ser gatilho. Só saia com coleira e guia (e focinheira, se necessário!) e evite interagir demais com outros animais.
⠀⠀
➡ E não deixe de contar com a ajuda de um profissional de comportamento animal para estruturar o treino da forma mais segura possível para todos!

Seu cão cheira o chão na presença de outros animais?

Farejar faz parte da natureza canina, mas se o seu cachorro avista outro peludo desconhecido e imediatamente cheira o chão, provavelmente ele está tentando se comunicar e passar a mensagem: “oi, está tudo bem, você não me conhece, mas eu não ofereço risco a você”.

Esse comportamento é um dos chamados Calming Signals (ou Sinais Apaziguadores), nomeados pela pesquisadora norueguesa Turid Rugaas, que identificou e compilou em um livro 30 sinais corporais que os cães usam para apaziguar conflitos de forma não agressiva.

No caso de cheirar o chão (ou moita, árvore ou o que aparecer primeiro!), a comportamentalista explica que, ao mesmo tempo em que é usado para evitar o contato visual – que não é bem recebido por cães inseguros ou não amistosos –, também convida o outro animal a explorar o ambiente, desviando o foco da aproximação.
⠀
Contudo, nem sempre o sinal será capaz de tranquilizar os pets. Por isso, se algum deles não parecer confortável e convidativo, é essencial que os tutores afastem seus peludos e o impeçam de se aproximar! Mesmo que nosso pet não tenha traços de agressividade, é também nossa responsabilidade observar todas as interações para impedir que acidentes aconteçam! ⠀

Gostou de conhecer esse aspecto da comunicação canina? Continue contando com a equipe da Cão Cidadão para entender ainda mais sobre seu melhor amigo!⠀

Seu cão sempre tenta fugir?

As principais causas que fazem um cão tentar fugir costumam ser o tédio e os instintos de caça e proteção. Existem ainda outros motivadores, como medo (de trovões e fogos, por exemplo), ansiedade de separação, desorientação e até mesmo uma fêmea no cio por perto, no caso dos machos. Ou seja, a intenção não é “nos abandonar”, mas sim, explorar ou simplesmente uma ação impensada.

Mas, obviamente, isso não significa que não devemos fazer de tudo para impedir! Afinal, os riscos da rua são muitos e nem sempre o animal saberá como voltar. Por isso, separamos a seguir algumas dicas para ajudar:

➡ Coloque uma medalhinha de identificação na coleira do pet (e nunca tire!).

➡ Dificulte as rotas de fuga: existem telas de proteção bem econômicas que podem ser instaladas em portões e ajudar a aumentar muros. Além disso, a família deve mudar os hábitos para impedir que o peludo possa acessar as portas de saída.

➡ Aumente as atividades físicas (de preferência passeio) e proporcione desafios mentais diários ao peludo, como treino de comandos e caça ao tesouro.

➡ Enriqueça o ambiente com variados itens: para roer, para “caçar o próprio alimento”, para farejar, para destruir… Faça um rodízio com regularidade.

➡ Diminua os estímulos que podem provocar uma fuga, por exemplo, restringindo o acesso do pet ao portão ou vedando janelas para reduzir o som de tempestades.

➡ Se o bairro tem muitos cães soltos, vale à pena conversar com o veterinário sobre a possibilidade de castração.

➡ Ensine o comando “fica” dentro de casa, depois na garagem com a porta fechada e depois na garagem com a porta aberta (mas com ele preso numa guia em ponto fixo). E não deixe de contar com a ajuda de um profissional da Cão Cidadão para te ajudar a conduzir esse treino!

Regras para circular com os cães

Apesar de os cães fazerem a cada dia mais parte das famílias e sociedade brasileiras, existem algumas leis que regulam a circulação deles. Afinal, não é todo mundo que gosta de animais, e essas pessoas precisam ser respeitadas! Além disso, é importante sermos tutores conscientes para evitarmos acidentes.

As mais conhecidas são as leis sobre o uso de enforcador e focinheira em animais ferozes, que existem em várias cidades do país, como São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Pernambuco. Em comum, elas exigem o uso do acessório em raças estigmatizadas como “violentas”, como Pit Bull, Fila, Dobermann e Rotweiller, por exemplo.

Por outro lado, não existe nenhuma lei em território nacional que proíba a circulação de pets tranquilos e de outras raças fora da coleira. Contudo, além dos perigos que o próprio cão estará exposto, como atropelamento e fuga, os cidadãos têm a responsabilidade civil de arcar com todos os danos causados por seus cães. Ou seja, a não ser em locais específicos, o mais recomendado é mantê-los seguros na coleira (já existem modelos de guia bem longos, para dar mais liberdade a eles!).

Em relação ao transporte público, muitas capitais, como Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre e Rio de Janeiro, permitem a circulação de cachorros de porte pequeno (até 10kg), dentro de caixas de transporte. Pets médios e grandes não são contemplados. Já se os peludos forem transportados em veículo próprio, o Código Brasileiro de Trânsito proíbe que eles fiquem soltos, no colo e/ou com a cabeça para fora da janela.

Independentemente de concordarmos ou não com as normas, é importante sempre procurar conhecê-las e segui-las, para que nossos pets possam ter cada vez mais acesso ao nosso dia a dia e lugares que frequentamos, como restaurantes, praias, hotéis e shoppings.

Dicas para reduzir os latidos dos cães.

Latir faz parte da natureza canina. Ou seja, dificilmente o comportamento pode ser 100% extinto – e nem seria saudável! Por outro lado, latidos em excesso podem indicar que o bem-estar do pet está comprometido e/ou que a comunicação com ele está falhando. Dessa forma, o foco deve ser em trabalhar para reduzir o estresse do peludo e redirecionar a sua energia para atividades que lhe proporcionem mais qualidade de vida! Por isso, confira a seguir algumas estratégias:⠀

➡ Comece visitando o veterinário para um check-up, uma vez que problemas de saúde podem fazer o animal ficar mais sensível e latir mais.

➡ Aumente a quantidade de passeios semanais e introduza outras atividades na rotina, como brincar de bolinha. Além disso, proporcione estímulos mentais como treino de comandos.⠀

➡ Enriqueça o ambiente para incentivá-lo a usar outros comportamentos além do latido. Brinquedos que soltam petisco (como Pet Ball e Kong) e caça ao tesouro são ótimas opções, além de itens para roer e até elementos naturais, como coco verde. Não se esqueça de supervisionar as primeiras interações!

➡ Não reforce o comportamento! Não ofereça petisco para o pet parar e evite falar com ele no momento do latido, mesmo que seja para dar bronca. Prefira ignorar ou distraí-lo, correndo para outro lugar, por exemplo.

➡ Ensine-o a te chamar de outra forma, tocando a patinha em sua perna, por exemplo. Para isso, dê muita atenção (e petiscos, se quiser!) sempre que ele fizer o movimento escolhido.⠀

➡ Por fim, não deixe de contar com a orientação de um profissional da equipe da Cão Cidadão para ajudar a identificar e montar um plano de treino completo para dessensibilizar os gatilhos dos latidos.

Cão grande pode viver em um apartamento?

SIM! É possível criar um cão grande num apartamento, desde que seja respeitada a sua natureza para que ele tenha qualidade de vida nesse ambiente. Por isso, separamos algumas dicas para ajudar:

➡ Antes de tudo, é preciso conhecer as regras do condomínio. Por lei, não se pode proibir a permanência de animais dentro da unidade, contudo, podem existir limitações nas áreas sociais (alguns prédios só permitem que sejam carregados no colo).

➡ Cada cão tem um nível de energia diferente, de acordo com raça, porte, histórico e personalidade. Muitas vezes, um pet pequeno pode precisar de um gasto calórico maior do que um grandão, por isso, é importante investigar essa necessidade antes de tomar a decisão.

➡ Telas em todas as janelas, portõezinhos em algum ambiente (como a cozinha) e pisos antiderrapantes são algumas das adaptações necessárias para tornar o local mais seguro..

➡ Manter uma rotina de exercícios diários é essencial para o bem-estar do pet. Recomendamos dois passeios de no mínimo 30 minutos por dia. Além disso, em dias chuvosos, invista em brincadeiras como esconde-esconde, caça ao tesouro e corrida de obstáculos.

➡ Não se esqueça de levá-lo sempre que possível para socializar com outros cachorros e pessoas.

➡Enriqueça o ambiente com brinquedos para que ele possa expressar comportamentos naturais como roer, farejar, destruir e “caçar” o próprio alimento.

➡ Ensinar comandos básicos de limite e obediência pode garantir uma convivência mais harmoniosa, assim como gastar energia física e mental do pet.

Os petiscos ideais para treinar

Não existe um petisco mágico para o treino! Cada cachorro responde de uma forma às variadas guloseimas disponíveis no mercado. Pensando em treinos básicos feitos dentro de casa, o ideal é treinar o pet com a sua própria ração, para não desbalancear a dieta. Para isso, é importante fazer um bom controle alimentar para oferecer uma quantidade exata de alimento em horários fixos. Dessa forma, ele sempre estará com apetite e você pode aproveitar os momentos das refeições para o treino.
⠀
Já quando forem evoluir para um lugar com mais estímulos como a rua, talvez a ração não seja suficiente. Nesse caso, algumas opções são frango desfiado sem tempero e alguns petiscos comerciais. Mas é essencial consultar o veterinário para descobrir as opções mais indicadas e a forma correta de incluí-las na dieta do seu cão.

Outro ponto importante é que os petiscos oferecidos só podem representar até 10% da dieta do cachorro, uma vez que não são alimentos completos. Dessa forma, é preciso subtrair esses 10% da quantidade total de ração indicada. Exemplificando: uma dieta de 100g de ração cai para 90g se o pet come 10g de petiscos no dia!

Nesse contexto, para não desbalancear a alimentação do pet, é importante treinar e usar brinquedos interativos com a própria ração o máximo possível. Além disso, dê preferência a petiscos (naturais ou comerciais) que possam ser cortados em pequenos pedaços para, assim, não ultrapassar a quantidade diária recomendada.